Investir em ações é, antes de tudo, um exercício de paciência.
O mercado é uma máquina de transferência de dinheiro dos pacientes para os impacientes. Acreditamos nessa frase porque a vivemos. A maioria das grandes oportunidades de compra aparece quando o resto do mundo está vendendo — e a maioria dos grandes erros vem da pressa em agir.
Não compramos códigos de ações. Compramos partes de empresas. Antes de qualquer aporte, precisamos entender o que a empresa faz, como ganha dinheiro, quem a comanda e por que ela conseguiria ganhar dinheiro nos próximos dez anos.
Uma boa empresa pode ser um péssimo investimento se comprada cara demais. Trabalhamos com margem de segurança: só compramos quando o preço oferece desconto relevante em relação ao valor intrínseco que estimamos. Preço é o que se paga; valor é o que se leva.
Construir leva tempo. Períodos de frustração fazem parte do jogo, e é justamente neles que está o dinheiro grande. Nossos vieses nos impedem de comprar e muitas vezes nos paralisam. Reconhecer isso é parte do trabalho.
Não somos um clube para todo mundo. Não fazemos market timing, não operamos derivativos, não giramos carteira para mostrar atividade. Se você procura ações que dobram em três meses, há lugares melhores. Para quem fica: bem-vindo.